A estreia literária de Maria Luiza Artese, A História Quebrada da Completude, é um mergulho em mares movediços de linguagem, onde a narrativa se desfaz e se reconstrói a cada página. Entre lampejos de Lewis Carroll e Irmãos Grimm, a autora convida o leitor a atravessar uma obra que desafia as formas tradicionais da prosa, flertando com a poesia, o sonho e a própria impossibilidade de narrar.
Publicado pela Casa Philos e ilustrado pela artista Lorena Provin, o livro é um experimento literário de rara ousadia, em que o texto se torna corpo, respiração e imaginação. Em capítulos que exigem pausa e escuta, Maria Luiza Artese constrói uma travessia sobre o ato de contar histórias e suas inevitáveis falhas — a incomunicabilidade, o desejo, o esquecimento, o descompasso entre palavra e mundo.

As histórias contadas pelas sereias possuem um feitiço oculto entre as palavras. Maria Luiza Artese nada à procura de outra realidade tangível, sem medo de adentrar em inesperadas tramas. Nas cartas que encontramos flutuando sobre o mar, ou entre as ventosas de monstro marinho, a escrita se desenrola cercada de lirismo e outro tanto de imaginação. Há, sobretudo, um profundo compromisso com a tinta-polvo com que a história é grafada. O pigmento é o mesmo das entranhas, o clássico, o vermelho escarlate. No universo que varia também com o movimento das ondas aos voos largos da poesia, a solidão se impõe como personagem fundamental. Um convite para mergulhar de cabeça pela zona abissal. A História Quebrada da Completude busca em terra firme um baile vertiginoso entre mistificação/desmistificação. Nas páginas desse livro, Artese nos apresenta uma eterna reconstrução de si, morrendo aos poucos para reviver mais adiante.
Ao iniciar a leitura de A História Quebrada da Completude, somos convidados à contemplação de nossas inquietudes e humanidades dispostas em um tabuleiro onírico e atemporal. De primeira viagem, Maria Luiza Artese nos entrega um livro que reflete sobre o próprio ato narrativo, a metafísica do contar. Aqui, sentimos o peso de uma narrativa densa que se dissolve na escritura ágil e diligente de sua autora. Como disse Paul Celan: “o lugar a partir do qual o poeta se orienta e projeta a realidade é a própria linguagem”. E nesse universo de múltiplas linguagens, seus hibridismos e funcionalidades, Maria (re)constrói um movimento experimental na prosa romancesca, relembrando naufrágios, monstros do mar e sereias.
“A maior emoção que existe na obra de Maria Luiza Artese é a da descoberta.”
—Jorge Pereira, editor da Philos
Há algo de marítimo e abissal em sua escrita: monstros, sereias, cartas lançadas ao mar e vozes que se dissolvem nas ondas formam o cenário de um romance que é, ao mesmo tempo, reflexão filosófica e exercício poético. O leitor é convidado a contemplar suas próprias inquietudes refletidas no papel, a caminhar lentamente entre os fragmentos de uma completude impossível.
Com A História Quebrada da Completude, a autora inaugura uma escrita híbrida e sensorial, que transforma o ato de ler em experiência estética — um convite para mergulhar fundo nas zonas abissais da linguagem e emergir, ao fim, com novos olhos para o real.
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Maria Luiza Artese nasceu em 1992 no Rio de Janeiro, mas saiu da cidade tão cedo que não ousa se chamar carioca. Viveu em Salvador antes de morar em Fortaleza, tendo o oceano como único ponto fixo. Decidiu ser escritora aos 12 anos, vencendo diversos concursos de conto e poesia na escola, e escreveu um pequeno livro de poemas épicos aos 16, mas prefere que estes permaneçam aventurando-se na gaveta. Foi colaboradora do portal Homo Literatus, publicou o romance Olhos de Oceano (2014) e participou de diversas coletâneas de contos e poesia, como O Corvo (Empíreo, 2015), Farol: Contos do Ateliê de Narrativas de Socorro Acioli (Moinhos, 2019), Um Fragmento Chamado Vida (Editora Modo, 2019) e Antologia Poética Literatura Br (2021). Colaborou para jornais e revistas literários como o RelevO e a Para Mamíferos, e aguarda até hoje pelo seu diploma honorário de graduanda em Psicologia, Moda e Letras, que cursou até acabar, finalmente, concluindo o seu TCC em Jornalismo. É autora do romance A História Quebrada da Completude (Casa Philos, 2025), que foi apresentado na programação da Casa Philos 2023, em Paraty.
Conheça mais da escrita da autora lendo a primeira temporada de sua coluna Notas Submersas, exclusivamente na Philos!
Notas Submersas: “Não quero que você me veja”, por Maria Luiza Artese
Notas Submersas: “Mensagem numa garrafa”, por Maria Luiza Artese
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